sexta-feira, 18 de março de 2011

A Câmara de Sesimbra em maré de azar


Acontece no Largo da Marinha na zona do posto de turismo. A Câmara tinha colocado três espaçosos bancos em local privilegiado para que os que aí se sentassem tivessem uma agradável vista sobre a baía. Mas o azar continua a massacrar a nossa terra. Então não é que mesmo em frente aos referidos bancos "cresceram" estes grandes arbustos que alteraram por completo as expectativas dos que aí se sentavam para ver o mar. Agora é como se tivessem sentados nos bancos do Jardim da Estrela, em Lisboa.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Acontece na rua da Câmara Municipal de Sesimbra


Na rua da República, bem junto ao sinal de trânsito proibido que largas centenas de automobilistas, incluindo o senhor presidente arquitecto, fingem não existir, estão estas varandas com janelas abertas e com vidros partidos desde há muitos, muitos meses. Será para condizer com o aspecto geral da Fortaleza de Santiago aquela que um diaaaaaaaaaaaaaaaaa será nossa?

quarta-feira, 16 de março de 2011

Combatentes da Guerra do Ultramar. 37 anos depois... uma palavra oficial.

Trinta e sete (37) anos depois do 25 de Abril, um dos políticos da Liberdade e da Democracia, reconheceu oficialmente o esforço enorme que aquela geração de jovens e as suas famílias fizeram em nome e pela Pátria.
37 são anos demasiados para estarem calados. Nunca houve um gesto, uma única palavra...
A classe política estará com receio do quê ou de quem? Será que, derivado à actual crise financeira nos bolsos dos ex-combatentes ainda vivos, existe o medo do acordar de velhos fantasmas adormecidos?
Viva Portugal!
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Discurso do Presidente da República na Cerimónia de Homenagem aos Combatentes, por ocasião do 50º Aniversário do início da Guerra em África
Forte do Bom Sucesso, Lisboa, 15 de Março de 2011

"Evocamos, hoje, o início de um conflito em que as Forças Armadas portuguesas estiveram envolvidas, durante quase 14 anos, em África. Fazemo-lo frente ao monumento “Aos Mortos da Guerra do Ultramar”, numa homenagem sentida àqueles que, entre 1961 e 1974, foram chamados a combater por Portugal e se dispuseram a perder as suas vidas pela Pátria.

Foi um esforço tamanho da Nação. Foram anos de incorporações sucessivas, envolvendo cerca de um milhão de jovens de todas as regiões do País que, de forma exemplar, cumpriram a sua missão por terras africanas.

Ao percorrer com o olhar a parede em redor do monumento, encontramos os nomes dos cerca de 9 mil portugueses mortos em campanha nessa guerra ainda bem presente para muitos de nós. Podemos, aí, rever nomes de familiares ou de amigos. E recordar, também, aqueles que, ao longo de quase nove séculos, deram a sua vida para que Portugal seja hoje uma nação livre e independente.

Para lá da memória, impõe-se o reconhecimento de todos os que, pela sua acção na defesa de Portugal, sofreram no corpo e na alma o preço do dever cumprido. São merecedores de todo o nosso profundo respeito.

Saudamos com especial apreço, pelo muito que lhes devemos, os militares de etnia africana que, de forma valorosa, lutaram ao nosso lado. Todos, combatentes por Portugal!

Hoje aqui não homenageamos uma época, um regime ou uma guerra. Trata-se, simplesmente, de uma homenagem da Pátria àqueles que se encontram entre os seus melhores servidores.

É, aliás, de toda a justiça distinguir a intervenção militar que permitiu que um País com a dimensão e os recursos de Portugal pudesse manter o controlo sobre três teatros de operações distintos, vastos e longínquos. É internacionalmente reconhecida a forma como foi concebida a estratégia da guerra e travados os combates, o que demonstra o esforço do País e dignifica a memória dos seus combatentes.

Os laços e as ligações resultantes da continuada cooperação entre as forças de Terra, Mar e Ar, nas operações em África, são um importante legado para os dias de hoje, devendo constituir inspiração para um emprego conjunto cada vez mais eficaz.

Todos têm presente a importância capital do apoio e da evacuação aérea para as operações terrestres ou, como foi o caso na Guiné-Bissau, da acção conjunta do Exército com a Marinha e os seus fuzileiros.


Combatentes,

Importa reconhecer que os soldados portugueses foram, em África, soldados de excepção. Fizeram da distância e da saudade um desafio a vencer, assumiram a falta de recursos como razão para a iniciativa e para a adaptabilidade, tomaram a juventude e os seus receios, temperados pela camaradagem e pelo patriotismo, como ingredientes para uma conduta digna e, muitas vezes, heróica.

É desta lembrança de uma camaradagem fortalecida em tempos difíceis de guerra que resultam, também, os convívios que anualmente juntam, nos lugares de Portugal, os antigos combatentes e as memórias dos que ficaram em África.

São manifestações com uma dimensão e significado sem precedentes no todo nacional.

É a evocação de um período que deixou uma marca indelével numa geração que herdou, desses tempos, uma consciência aguda das consequências da guerra e do reconhecimento claro das prioridades da vida.

Foi a capacidade de sofrimento e o exemplo de coragem das mulheres de Portugal, a quem tantos sacrifícios foram pedidos, pela ausência ou perda dos seus, e que tudo suportaram na sua solidão e nos seus silêncios, tantas vezes esquecidas.

Foi o enorme desafio vencido por aqueles que, regressados de África, tiveram que refazer as suas vidas, começando tudo de novo, fazendo apelo ao espírito empreendedor e à capacidade de lutar que sempre os caracterizaram. Foi toda uma rede de apoios e de afectos criada no seio das famílias e do País, que facilitaram a sua integração no tecido laboral e social, ultrapassando as muitas dificuldades criadas pelo ambiente instável que se vivia.

A guerra em África materializou, como salientei em 2010, no Dia do Combatente, “o fim violento de um ciclo nacional, mas que deixou, nas picadas sangrentas que trilhou, honra militar capaz de abrir o caminho a uma cooperação fraterna e frutuosa” com aqueles países irmãos.

Temos, hoje, a oportunidade de consolidar esta cooperação num espaço de partilha de valores, de cultura, de língua, de laços familiares e de interesses. O desafio, agora comum, é o de lutar por um futuro melhor, de desenvolvimento e de paz.

Às gerações mais novas, é importante transmitir o testemunho de quem enfrentou a adversidade ombro a ombro com aqueles a quem confiava a vida e por quem a daria também; o testemunho de quem conhece a relevância de valores como a solidariedade, o profissionalismo, o mérito e a honra, a família e o País.

País que será mais bem defendido se contar com a mais-valia da vossa experiência e da vossa participação activa, como exemplo e fonte de motivação para os mais jovens que, tendo crescido num ambiente de maior conforto e de paz, enfrentam o futuro num Mundo incerto, onde as crises e o conflito não deixam de ser uma constante.


Combatentes,

A vossa geração criou, também, as condições para que Portugal seja um País democrático, mais livre, mais solidário e mais aberto ao Mundo. Importa que os jovens deste tempo se empenhem em missões e causas essenciais ao futuro do País com a mesma coragem, o mesmo desprendimento e a mesma determinação com que os jovens de há 50 anos assumiram a sua participação na guerra do Ultramar.

Como Portugueses, não haverá causa maior do que dedicarmos o nosso esforço e a nossa iniciativa ao serviço da Nação e dos combates que é necessário continuar a vencer, para promover um futuro mais justo, mais seguro e mais próspero para todos. Juntos, continuaremos a afirmar Portugal.

O meu bem-haja pela vossa presença, em nome dos Portugueses e de todos aqueles que hoje aqui recordamos. Foi por eles, por vós e por Portugal que aqui viemos.

Viva Portugal."

sexta-feira, 11 de março de 2011

O Carnaval que eu vi

*Ao virar da esquina do Tomé, a festa conti nua.

*A Fortaleza continua nossa. A Filipa Gonçalves nem por isso.

*A árvore das gajas mesmo, mesmo, no centro da vila. Bem hajam.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O regresso ao passado via socialismo em liberdade.


*Completam-se, amanhã, 24 anos sobre a morte de José Afonso*

- De facto, esta balada voltou a estar na moda. Anda por aí anda muita gente a comer demais.
- Ah pá sósse, iste está péssime. Tens razão, qalquer dia irem mesme engargalharem-se.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Alteração realista prevendo o futuro


- Preparando a entrega do país aos Mouros, que como todos nós sabemos foram espoliados dos seus territórios pela força das armas portuguesas, o governo decidiu substituir a esfera armilar e os seus castelos por um novo símbolo que não melindrasse os indígenas e, ao mesmo tempo, mais condizente com o estado actual da República.
- Olha lá, home. Na sei o que dizere e o que pensare. E a gente vames pá onde? Vames pó arco do vale do vez, pó Condrato Portimonense? E isse na é muita longe?

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Os novos WW Carocha das Autarquias de Sesimbra



- Sempre é verdade o que contam por aí? Que a Câmara e a Junta foram convidadas a visitar a Auto Europa e a Administração desta ofereceu dois Wolkswagens Carocha. E que o representante da Câmara virou-se para o representante da Junta e, aflito, disse-lhe em segredo: É pá, levantei o capôt do meu carro e não tem lá nenhum motor. Respondeu o da Junta: Não te rales porque eu dou-te o que tenho no porta-bagagens do meu.
- Ai, malvade! Vais desgraçar a nossa amizade. Atão tu tás a gozare com os homes que trabalhem e que sã os nosses políteques? Inda ires prese vaizavere, meu laiirão.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Gaivota descansando


- A gaivota está mesmo a descansar. Está mau tempo...
- Q'al má tempe q'al quê. Está mazé a imitare os nosses politiques. Calma, muita calma.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Turistas da Mongólia em Sesimbra


- São novos turistas cá na terra. Destes nunca tinha cá visto.
- São mongoles de pedra, sósse. Abre-me mazé esses olhes, Manel Aguste.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Fim-de-semana dos namorados III




- Hoje é, finalmente, o Dia dos Namorados. E logo 3 corações...
- 3 era um númaro mágique. Intigamente neste dia inté se contava a estóra dos três que s'iam, dos dois que sa vinham e do um que havia de vir, lá pos Santes, coitadinhe.
O quê? Na devia falar assi? Mazeu sou muita malcriade, nasci na praiea, o qué que vocês quererem? Valha-ma Deus, Nossa Sôra.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Fim-de-semana dos namorados II


- É um fim-de-semana de amores, de sofrimentos do coração.
- É, é. Sofrimentes tenhe eu nos ouvides e já há muites anes com os barulhes ensurcedores das buzinas dos carres 24 horas por dia. É de contra a lei mas os que mandam cá na terra estão-se cagande porque na mora cá nenhum. O qu'eles q'riam sei eu...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Fim-de-semana dos namorados I


- Começou o fim-de-semana dos namorados. Antigamente não havia disto.
- Ah, sósse. No mê tempe o namoro era só com os olhes. Quando a gente lhe tocava, e só ódeleve, o biche ficava logue tode assanhade... Outres tempes.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Já falta pouco



- Sesimbra, de facto, está a ficar uma terra abandonada. Depois das lojas fecharem não se vê ninguém nas ruas.
- E já na é dagora. Eles da câmra é que na quiserem ver. E conte ós tires, só digue uma coisa: dá-lhes tempe, dá-lhes tempe.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O "paraíso" vermelho



- Sesimbra ficou vermelha...
- Parece-me bem que sim. Era o q'eles q'ria, na era? O q'eles q'ria agora sei eu...era vingaladas valentes inté mesgalhar os cornes.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Badalhoca poluição visual



- De facto este tipo de poluição além de irritante tira, também, uma parte da beleza da nossa vila. Aliás, a nossa terra está carregadinha deste tipo de poluição.
- Cá cada um um faz o que quer e os outres que se lixe. Essa agora! Iste já dura há qu'anes senhores, e só agora é que reparaste? Abre mazé esses olhes. Qu'istatão.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Sesimbra - Grandes opções para 2011


- A nova baía de Sesimbra ficará uma beleza. Este arquitecto vermelho não pára e está a exceder as expectativas dos pexitos, hem?
- Pois é, sósse, ganda catagoria. Eu cá só tenhe mêde é se vierem aí os comunistas outra vez.